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A Agência Nacional da Saúde (ANS) é a entidade responsável por regular os assuntos relacionados a planos privados de saúde, promovendo, consequentemente, a defesa de consumidores e da concorrência entre as operadoras.

Com o objetivo de otimizar sua gestão, a ANS resolveu instituir o Comitê de Governança, Riscos e Controles (CGRC), responsável por definir políticas e estratégias úteis na diminuição dos riscos de suas atividades.
Continue a leitura e entenda melhor o que é a política de gestão de riscos da ANS e como ela pode melhorar a qualidade dos serviços prestados pela autarquia.
A política de gestão de riscos da ANS
Essa política diz respeito a um conjunto de atos tomados pelo órgão desde a sua criação, em 2000 com o objetivo de prevenir eventuais danos corporativos que sua administração possa vir a causar.
A intenção dela é estar de acordo com uma tendência já popular na comunidade internacional: a de investir mais em controles internos de instituições públicas para prevenir eventos que possam gerar um impacto negativo em seu funcionamento, afetando diretamente o alcance de suas metas.
É assim que esta política pretende visar o desenvolvimento, disseminação e, principalmente, a implementação de metodologias eficazes de gestão de riscos, otimizando processos de trabalho e a alocação dos recursos disponibilizados para o órgão.
Diretrizes para a gestão de riscos
O processo de gerenciamento de riscos acontece em ciclos que jamais ultrapassam 2 anos, abarcando a gestão de orçamento, legislação e pessoas, bem como sistemas informatizados e processos dentro da entidade como um todo.
O que se pretende com isso é reduzir as possibilidades de ocorrência de eventos negativos e potencializar o acontecimento de oportunidades (riscos positivos). As ações práticas para o tratamento de riscos, segundo cartilha da própria ANS, terão os seguintes objetivos:

  • evitar o risco: não começando ou descontinuando atividades que possam criá-lo;
  • eliminar o risco: removendo sua fonte causadora;
  • reduzir o risco: implantando controles que diminuam a possibilidade de ocorrência;
  • aceitar o risco: assumindo sua ocorrência e monitorando-o;
  • compartilhar o risco: com quem for interessado;
  • aumentar o risco: com o objetivo de se aproveitar uma boa oportunidade.

Quando a avaliação do risco determinar que o mesmo é baixo, serão adotadas medidas para seu controle em médio e longo prazo, ao passo que atos de alto risco (estratégico ou ameaça ao orçamento) importarão na tomada de atitudes que o eliminem em curto prazo. Se extremo, o risco deve ser eliminado imediatamente.
Métodos de avaliação de riscos
Existem diversos métodos para a avaliação dos riscos dentro do órgão, podendo a equipe optar pelo mais benéfico. São eles:
Brainstorming;
Entrevistas estruturadas e semi-estruturadas;
Checklist;
Técnica de Delphi;
Técnica estruturada de What If;
Análise de cenários;
Análise de modos de falha e efeitos;
Análise de árvore de falhas;
Análise de causa-raiz;
Análise da gravata borboleta.
É a partir de tais métodos que o CGRC pode promover práticas e incentivar boas condutas que estejam dentro do padrão da ANS, institucionalizando estratégias adequadas de governança, bem como supervisionando e lidando corretamente com os riscos que surgem dentro do órgão.

Gestão de risco
Agora que você já entendeu o funcionamento da política de gestão de riscos da ANS, que tal acabar com as suas dúvidas sobre o plano de saúde coletivo por adesão?

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